Para poucos

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Reta final do Brasileirão, coisa de gente grande, coisa de gente que sabe brincar. Não é pra qualquer um!!!


Morumbi: SPFC x Flamengo, setembro/2008

Assim como tantas outras coisas na vida... não é pra qualquer um!

Dançando no escuro

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Meu primeiro pensamento na hora que as luzes se apagaram repentinamente foi "será que eu trouxe cheque? Cartão não vai rolar...". No caminho as rádios FMs estavam fora do ar e foi então que eu percebi que a coisa estava muito estranha.
O porteiro abrindo o portão da garagam falou "É, D. Syntia, parece que até no RJ acabou a energia!".
E ainda assim a tecnologia é supreendente e eu conseguia usar o notebook - com bateria - e a internet sem fio. Era como ter internet no ano de 1900: água pro banho esquentada no fogo, iluminação por velas, medo de faltar água, porque a bomba do prédio não estava funcionando.

Mas o pior estava na rua... SP em estado de guerra civil. A polícia aconselhava que as pessoas não saissem na rua. E chega uma informação que estava tendo arrastão no Anhangabau. E a ambulância está na rua por causa do acidente de carro. Gritos subiam da rua, pessoas dormindo na calçada, uma mulher morta e os ônibus elétricos que circulam no centro abandonados no meio da rua. Estavamos no "Ensaio sobre a cegueira"...


9 de Julho
Av. São João

Praça da Sé

Prefeitura


Av. Paulista
Fotos: UOL

E meu registro da realização do meu sonho de natal: a Paulista sem os malditos enfeites natalinos e nem Papai Noel.

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Continuando contra a Uni-Taleban

terça-feira, 10 de novembro de 2009

É preciso fazer piada, mesmo, porque alguma coisa precisa ser feita e quem sabe por passar vergonha as pessoas mudem a atitude.





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Uniban, USP... uniformidade da miséria

domingo, 8 de novembro de 2009

Deus é um cara gozador, adora brincadeira
Pois pra me jogar no mundo tinha o mundo inteiro
Mas achou muito engraçado me botar cabreiro
Na barriga da miséria, eu nasci brasileiro
Chico Buarque - "Partido Alto"

A cada dia que passa essa música do Chico faz mais sentido. Brasil, país da miséria!
Miséria por causa da fome... 30% dos brasileiros, 50 milhões, ganha 80 reais por mês!!!! 80 reais por mês no país que tem o SÉTIMO PIB DO MUNDO!!!! Não, o Brasil não é um país pobre, mas um país (rico) de pobres... ou melhor, miseráveis!

E a miséria moral, então?! E a miséria intelectual que assola esse país e me faz ter MEDO do futuro (medo do que vai ser a Copa e as Olimpíadas por aqui...). Garcia Lorca dizia que o barulho da barriga roncando ensurdece os ouvidos... ele tinha toda a razão, como estudar se a barriga não pára de roncar?
Mas e se a miséria intelectual na verdade for uma epidemia??? Prefiro pensar em epidemia, doença, por medo de ver que a miséria intelectual do Brasil na verdade "está na moda"!!!!!
Sim, moda!!!! Vamos falar de miséria intelectual e moda! Afinal, por causa do modo de se vestir uma mulher foi humilhada, correu risco de sofrer agressões físicas (e sexuais) e depois disso tudo FOI EXPULSA PELA UNIVERSIDADE na qual estudava. Sim, estou falando de Geisy Arruda que estudava na Uniban...

"Ao expulsar essa menina, a universidade assina seu atestado de incompetência", não sou só eu que penso assim, mas também Samantha Buglione, coordenadora do Cladem (Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher) no Brasil.

Qualquer idiota pagante pode "fazer uma facul" nessas unimerdas, o que na verdade quer dizer ir pra "facul", encontrar os amigos, seguir pro bar da esquina e encher a cara. Mas eu devia achar isso bom, , afinal, movimenta a economia!!! Um mercenário resolve encher o cu de dinheiro e abre uma unimerda, um bando de idiotas paga por uma coisa que mais se parece com um clube de encontro de semianalfabetos e o comércio de alimentação, bebidas e drogas ilícitas se aquece na região da unimerda!

Mas o melhor é o exemplo que vem da ELITE INTELECTUAL DO BRASIL! Na USP, a reitora Suely Vilela é acusada de plágio! Sim, plágio!!! Sim, a reitora da USP, da universidade mais importante da América Latina é acusada de públicar trabalhos que são cópias!!! Se a casa grande se comporta dessa maneira, o que esperar da senzala, não é mesmo?!

Exatamente na mesma semana da morte de Lévi-Strauss. Sorte dele que morreu antes de ver a que ponto chegou a universidade que ele ajudou a criar. Sorte dele que morreu antes de ver o que ainda está por vir... sim, porque estamos sentados sobre barris de pólvora: um milhão de unimerdas por aí proliferando a miséria que vem de "cima".

O Brasil só tem uma saída: O AEROPORTO!!!!!!

Adeus antropológico

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Ficamos vivendo nossas vidinhas esperando por momentos extraordinários, com a impressão de que muitas vezes nada acontece. Mas as coisas vão acontecendo por mais que a gente não perceba.
E agora se foi Lévi-Strauss (não, não estou falando da marca de calças jeans!!!). Não sou do tipo de gente que não espera pela morte, que vê as coisas e pessoas como imortais, mas é muito assustador quando os bons se vão. E neste ano já tinha ído Pina Baush... O antropólogo e velhinho ia aniversariar no final do mês. É, é uma pena!!!!

Em 1999, quando entrei no curso de Ciências Sociais, nunca imaginava que esses "homens-livro" mudariam tanto minha vida. Nunca fui muito fã dos estudos sobre índios, mas Lévi-Strauss é fundamental! Fundamental para entender as funções sociológicas dos mitos, as relações de parentesco, o quanto é triste nossos trópicos e até pra entender Caetano Veloso quando ele diz que a Baia de Guanabara "pareceu-lhe uma boca banguela", na música "Estrangeiro".

Não consigo entender quem passa pelas ciências sociais e não se encanta pela antropologia... eu escolhi seguir com os estudos em política, mas até hoje a antropologia é aquela tia bacana que me explica as coisas de uma maneira mais próxima do que explicam os pais.

“O antropólogo é o astrônomo das ciências sociais: ele está encarregado de descobrir um sentido para as configurações muito diferentes, por sua ordem de grandeza e seu afastamento, das que estão imediatamente próximas do observador.” - “Anthropologie Structurale”, 1967.

Homens à beira de um ataque de nervos

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Não fui eu quem disse, foi o Xico Sá. Mas eu já vinha pensando sobre isso há algum tempo e foi muito confortante ver um homem confirmando - a sua maneira, claro - minhas idéias.

"Queremos voltar a ser úteis, imploro, repito. Queremos prestar de novo. Mulheres, escutem o nosso grito. Ouviram do Ipiranga, da Pampulha, do Capibaribe, das margens do Jaguaribe? Ouviram?

Não se trata de mais uma cantada genérica. Cantar é fácil. Qualquer mané o faz. A grande arte de um homem começa quando a cantada dá certo, ouviram, rapazes? Sim, o feitio de oração, o devotar-se, como insisto aqui nesta campanha permanente.

E nesse quesito, amigos, quem mais se aproxima da nota dez é quem atende todos os pedidos, ou quase. Mesmo que seja uma daquelas gazelas que adoram ser mimadas 24 horas, filha única, carente, voz manhosa de Marilyn Monroe no faroeste Os Desajustados.
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No restante dos ofícios, elas possuem dotes e consolos materiais e filosóficos. Nem a massagem do cansaço noturno passa mais por nossas mãos rudes - tem sempre um japa do ramo que já resolveu a parada antes
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A conta

Nesse critério, de nos tornar um pouco úteis, de deixar o macho se sentindo vivo e importante, queremos a chance de saber que na vida ainda existe almoço de graça. Deixem que o homem pague, mesmo que você seja aquela super-poderosa mulher que comanda uma plataforma de petróleo ou que tenha nascido da costela do Onasis.

Queremos a chance de atender os seus pedidos. Uma das maiores virtudes de uma fêmea é arte de pedir, não acha?
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Um simples "posso pegar essa cadeira, moço?" vira um épico. É o jeito de pedir, o ritmo caliente da interrogação, a certeza de um "sim" estampado na covinha do sorriso. Pede que eu dou, meu amor, eis o mantra aqui repetido.

Pede todas as jóias da Tiffany´s, minha bonequinha de luxo! Estou pedindo: pede! É uma campanha permanente, por isso repito parte de uma velha crônica de costumes dirigida especificamente a uma moça.

Eu imploro, eu lhe peço todos os seus pedidos mais difíceis. Pede Chanel, pede Louis Vuitton, pede que eu compro nem que seja no camelô. Não me pede nada simples, faz favor. Já que vai pedir, que peça alto. Você merece.

Como é lindo uma mulher pedindo o impossível, o que não está ao alcance, o que não está dentro das nossas posses. Podemos não ter onde cair morto, mas damos um jeito, um truque, um cheque sem fundos.

Até aqueles pedidos silenciosos, quando amarra a fitinha do Senhor do Bonfim no braço, são lindamente barulhentos. Homem que é homem vira o gênio da lâmpada diante de uma mulher que pede o impossível.

Ah, quero o batom vermelho dos teus pedidos mais obscenos, como um Wando, como o poeta mais brega ou como o T.S.Eliot. Quero o gloss renovado de todas as vezes que me pede para fazer um pedido, assim, quase sussurrando no ouvido: "Amor, posso te pedir uma coisa? Posso mesmo?"

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Mesmo as que têm mais poder de posse que todos nós não escapam de um belo pedido. Com estas, as mais poderosas, tem ainda mais graça. Elas pedem só por esporte, o que não lhes comprometem a pose e muito menos a independência.
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Não é questão de poder ou dinheiro. O charme e o que importa é o pedido em si, o romantismo que há guardado no ato. Os melhores cremes da Lancôme? Vou a Paris agora. Estou pronto.

Eu lhe peço: me pede.
Café da manhã na cama todas as manhãs? Já estou arrumando os potinhos de geléia e de olho na cafeteira mais moderna, mais "da hora".


& MODINHAS DE FÊMEA


Champanhe todas as noites.

Sim, terá, e sempre à luz de velas, não qualquer espumante, aquele da marca da nobre viúva.
Que eu abra a porta do carro, sem que você corra risco de parecer uma nostálgica? Abre-te Sésamo!
Puxar a cadeira? Só se for agora.
Reservar mesa para jantar fora? Acabei de providenciar, meu anjinho barroco.
Peço: me pede! Não pede mimos baratos, pede atenção, por exemplo, essa mercadoria tão cara e tão em falta no mundo de homens e mulheres".

I troféu Bruno Aleixo!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Tenho a honra de lançar o troféu Bruno Aleixo!
O magnânimo prêmio se destina a contemplar as cagadas mais unânimes, aquelas de fazer inveja a qualquer lusitano!
Afinal, pra fazer merda de dar vergonha alheia, tem que ser muito bom!!!!!

Aberta a primeira votação do troféu Bruno Aleixo! Votem naquela pessoa que merece sentar ao lado do menino Bruno na escola e chamar de sapatona a Olinda! (Não fui eu quem disse, foi o Vasco!!!)