São Paulo, São Paulo

quinta-feira, 25 de março de 2010


Depois de tomar mais uma chuva (ácida) enquanto caminhava pela Av. Paulista, a única música que eu consigo cantar é essa:




É sempre lindo andar na cidade de São Paulo,
O clima engana, a vida é grana em São Paulo
A japonesa loura, a nordestina moura de São Paulo
Gatinhas punks, um jeito yankee de São Paulo,

Na grande cidade me realizar
Morando num BNH.
Na periferia a fábrica escurece o dia.

Não vá se incomodar com a fauna urbana de São Paulo, de São Paulo
Pardais, baratas, ratos na Rota de São Paulo
E pra você criança muita diversão em São Paulo
São Paulo lição
Tomar um banho no Tietê ou ver TV.

Na grande cidade me realizar
Morando num BNH
Na periferia a fábrica escurece o dia.

Chora Menino, Freguesia do Ó, Carandiru, Mandaqui, ali
Vila Sônia, Vila Ema, Vila Alpina, Vila Carrão, Morumbi
Pari,
Butantã, Utinga, M'BOI MIRIM, Brás, Brás, Belém
Bom Retiro, Barra Funda, Ermelino Matarazzo
Mooca, Penha, Lapa, Sé, Jabaquara, Pirituba, Tucuruvi, Tatuapé

Pra quebrar a rotina num fim de semana em São Paulo
Lavar um carro comendo um churro é bom pra burro
Um ponto de partida pra subir na vida em São Paulo, em São Paulo
Terraço Itália, Jaraguá, Viaduto do Chá.


Na grande cidade me realizar morando num BNH
Na periferia a fábrica escurece o dia

Chá-manismo

domingo, 14 de março de 2010

Eu não tô com a menor vontade de me manifestar sobre a morte do cartunista Glauco. A única coisa que penso é que ele morreu graças à sua própria obra. Dr. Frankestein poderia explicar melhor como isso acontece.
Mas quem me conhece sabe que eu ODEIO as SEITAS do daime (me referi a elas em um post de janeiro), sejam elas cristãs ou baseadas nas religiões afro-brasileiras... Bem, só por haver "igrejas" cristãs e afro-brasileiras ao mesmo tempo seguidoras do Santo Daime já é de se desconfiar MUITO da seriedade dessas seitas!

Porém, quero deixar registrado que há tempos venho discutido e brigado contra essas seitas chá-manicas que deturpam tudo: Cristo, indigenas, orixás. Mas parece que vai ter que morrer ainda mais gente pra que se perceba que há algo de errado com tudo isso. Desde novembro do ano passado já foram 4 mortes DIRETAMENTE LIGADAS ÀS IGREJAS DO SANTO DAIME!

Tá, eu sei que a igreja católica já matou muita gente ao longo desses 20 séculos "depois de Cristo", mas se isso pode ser usado de justificativa pra algo além de tentar camuflar a ignorância de ambas religiões, então eu posso dizer que, morte por morte, pelo menos o "seguidor nóia" matou o fundador da igreja e não alguém inocente ou menos culpado.

12 meses depois...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Exatamente um ano atrás eu dava de cara com esses "balcones", essas flores e uma das primaveras mais lindas da minha vida...




No hace falta que entrometas las manos en el bolso. Sabes que por fin haremos ese viaje juntos. Ni siquiera es necesario que busques en el fondo algún espejo, que retires tu mirada y dejes de acariciarme desde el otro lado de la mesa. Sabes que aún ajusto el cuello de mi camisa antes de salir, que aún conservo el protocolo de quedar en la esquina del teatro, de pasearnos La Latina juntos.
Nada es rojo, cariño. Tampoco es primavera pese a los almendros.
No hace falta que ordenes las monedas que trae el camarero tras pagarle, sky line de metal sobre la mesa recién salido de tus manos.
No es necesario que abras la cartera cuando todo lo mío, tú, es tuyo.
Magu Duarte - meu español querido
Publicado originalmente em Somos La Latina

Quem tem Depp, tem medo!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Nova York, 4 mar (EFE).- A modelo e atriz francesa Vanessa Paradis, namorada de Johnny Depp e mãe de seus dois filhos, "ordenou" que ele deixasse as filmagens de "The Tourist" (ainda sem título em português), em que fará cenas quentes de amor com Angelina Jolie.
...
A fonte do "New York Post" disse que Paradis "descobriu que haveria uma longa e intensa cena de amor" entre Angelina e Depp, com quem vive há 12 anos.
...
Esta semana o italiano "La Stampa" também publicou que Pitt também não gostou muito de ver sua mulher nua em uma cena de sexo com Depp debaixo do chuveiro, perante a presença de dois de seus filhos durante a gravação.
Fonte: Yahoo!

Super apoiada, dona Vanessa Paradis!!!!
Isso só mostra que a senhora é muito inteligente e sabe que olhando o passado se prevê o futuro!!!!

Além do quê, com o marido que a senhora tem, é de dormir com um olho aberto e outro fechado, meeeeeeesmo!!!!!

Mais blogs e mais trabalho!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Para os que não sabem, tenho um outro blog no qual publíco materiais da minha pesquisa sobre Federico Garcia Lorca, o "La Casa de Federico Garcia Lorca"....
E ontem postei um texto que está tendo repercussão, então coloco aqui para que mais pessoas possam ler e opinar - ou apenas conhecer um pouco a discução sobre a morte de Lorca:



A violência do silêncio – a morte de Federico Garcia Lorca. 


Para violentar alguém muitas vezes é preciso mais do que crueldade, é preciso saber o que de fato é doloroso para aquele que se quer atingir. Às vezes as agressões precisam sair do lugar comum do que conhecemos como os modos de violência, nem sempre um ataque físico ou verbal é capaz de acertar o alvo da maneira que se pretende. Isso já é sabido há muito tempo e os atos de violência têm atingido requintes surpreendentes, mas às vezes sua eficiência se deve à atuação de maneira muito simples. 

As ditaduras há muito já sabem o quão violento pode ser o silêncio. Não permitir que se fale, que se escute, que se pense foi uma das violências mais eficazes descobertas pelo homem. Atingir alguém pelo silêncio, pelo não dito, pela ignorância é matá-lo para os outros, é destruí-lo de forma tão eficaz quanto uma bomba atômica, que vai direto aos átomos. O ostracismo é a violência silenciosa que pode fazer desaparecer pessoas e idéias e sem gerar grandes resistências. 

Ao assassinar Federico Garcia Lorca os generais franquistas não tinham como alvo um agente de guerra; a figura de Lorca não era uma força ameaçadora no contexto comum de uma guerra civil, no qual civis vão à luta armada escolhendo um bando para se aliar. A ameaça de Lorca não era bélica, mas como definiu Ruiz Alonso1, Garcia Lorca era mais perigoso com uma pluma na mão do que muitos com uma arma. Assassinar o poeta mais importante da Espanha no século XX foi um ato violento não apenas pelo fusilamento, ou pelos “tiros en el culo por maricón” que Juan Luis Trescastro se gabou de ter disparado. A violência cometida contra Garcia Lorca é uma violência plural no sentido em que tinha muitas intenções e muitos alvos, não apenas a simples morte de um homem que era uma figura dentro e fora da Espanha da década de 30. 

O fato é que até hoje não se sabe se Lorca recebeu de fato esses tiros descritos acima, nem ao menos se sabe onde está o corpo do poeta – o que significa não saber exatamente quando Lorca morreu, o que aconteceu com ele, onde aconteceu sua morte e nem que violências ele pode ter sofrido. A busca pela fossa de Lorca, que começou há pelo menos 30 anos, não tem como finalidade responder às questões anteriores a fim de ilustrar com imagens sádicas o assassinato de uma pessoa pública, como gostam de fazer os meios de imprensa marrom e sensacionalistas. Trata-se de trazer à luz a verdade dos fatos, acabar com as mentiras, suposições e, principalmente, acabar com o silêncio.
O silêncio pode ser torturante. E o silêncio que existe em torno da morte de Lorca chega a ser ofensivo, significa tentar colocá-lo em um lugar de esquecimento, minimizando a importância de sua obra ou o impacto de suas palavras. A morte de Garcia Lorca foi autorizada pelos generais que dominaram a Andaluzia em agosto de 1936, segundo documentos da época, e depois de sua morte a obra de Lorca foi proibida na Espanha por muitos anos. Até o ano de 1975, quando morreu Franco, o volume das obras completas de Lorca tinha menos da metade do que se conhece hoje das obras do poeta. Manter a Espanha na ignorância é uma das maiores violências que se poderia cometer contra Garcia Lorca, afinal ele levou por todo o território espanhol um pouco de cultura sobre os palcos do grupo mambembe “La Barraca”, encenando os clássicos do teatro espanhol em povoados onde a taxa de analfabetismo era altíssima. Silenciar a voz do homem que subiu em palcos, palanques e concedia entrevistas denunciando a pior burguesia da Espanha2, a ditadura de Salazar ou se colocando ao lado do partido dos pobres3, como fez Lorca, seguramente é mais violento que os tiros e o corpo na fossa que se atribuem à sua morte. 

A obra de Garcia Lorca foi como uma voz da Espanha que ecoou em diversos países. Inglaterra, França, Portugal, EUA, Cuba, México e Argentina conheceram a obra de Lorca entre as décadas de 20 e 30, e com sua obra Lorca tornou conhecidas diversas facetas da Espanha: um país agrário, que no século XX, tinha parte de seu território vivendo na época medieval, tradições católicas e ciganas que conviviam baixo uma história de imigrações e dominações, trajetórias de muçulmanos e católicos. As obras de Lorca eram vistas, já em sua época, como representantes de um país multifacetário que a muitos encantava, mas que a outros causava repulsa. Espanhas que se reconhecem, se encontram e se negam na obra de Lorca: Catalunha, Madrid, Galícia, Andaluzia. 

Entre os anos de 1936, início da Guerra Civil Espanhola, e 1975, ano da morte do General Franco, estima-se que morreram na Espanha entre 350 e 400 mil pessoas, mortes provocadas pelo conflito político interno pelo qual passava o país, porém mais da metade das mortes aconteceu depois de 1939, quando a guerra já havia acabado e a Espanha estava sob governo de Franco. Mesmo com o fim da guerra era preciso silenciar muitas vozes, um silêncio violento e gerado a custa de muita violência, a fim de construir a “verdadeira Espanha”: militar, nacionalista e católica e que fez derramar sangue tanto daqueles que se negavam a aceitar uma faceta como a verdadeiramente espanhola, quanto defensores desta visão uniforme do que devia ser o país. Foram muitos mortos de todos os lados, em todos os bandos, homens, mulheres, crianças, estrangeiros, espanhóis... Os mortos da Espanha durante esses quase 40 anos são, cada um, símbolos de silêncio forçado, opressão. A violência de não poder dizer, de não poder pensar, tão típica das guerras e ditaduras. A violência do eterno medo que tomou conta da Espanha e que ainda hoje se respira em várias partes do país. O medo do passado que cria a ignorância do presente. 

De que maneira, de fato, Federico Garcia Lorca foi morto, quando e onde está seu corpo, ainda hoje não se sabe. E poucas vezes se buscou saber, tanto pelo governo da Espanha, quanto pela família do poeta – ao menos essas buscas não aconteceram publicamente. E por que não há interesse em saber o fim real da vida de Lorca? O que lhe teria acontecido? Quem estaria envolvido? Não saber as respostas a essas questões é deixar a verdade no campo da especulação, da imaginação, e é manter Garcia Lorca mais vivo no que diz respeito às especulações, mas morto com relação à sua própria história, à história de seu país, é condená-lo a ser ignorado pelas futuras gerações, e isso, para Lorca, certamente é muito violento.

Notas

1Ruiz Alonso foi o responsável pela prisão de Federico Garcia Lorca, e a periculosidade por ele atribuída ao Lorca foi a causa da prisão do poeta, e tal prisão desencadeou na morte do poeta. Um dos detalhes mais importantes da participação de Ruiz Alonso é o fato dele ter conseguido a prisão de Lorca sem a autorização de nenhum general, como que um trunfo próprio deste que nem ao menos era membro da Falange. Segundo os relatos, a prisão de Lorca poderia não tardar muito, porém o poeta ainda não era alvo de Franco naquele agosto de 1936.
2 “A pior burguesia da Espanha” foi a maneira que Lorca usou para descrever o que gerou o repovoamento de Granada, depois da tomada católica em 1492. A declaração está na entrevista do poeta publicada no jornal “El Sol”, de 10 de junho de 1936.
3 Quando perguntavam a Lorca sobre sua posição política sua resposta era de que ela era partidário dos pobres.

Mas foi carnaval!...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O Rio de Janeiro continua...
lindo!...
Cheio de gente interessante!...
E com a polícia mais escrota do Brasil!!!!!

 
Ipanema


Bloco "Que merda é essa" e a orla de Ipanema



 
"Choque de ordem" no bloco "Orquestra Voadora"

Bons exemplos...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Jorgito, um dos amigos que mais amo, às vezes me diz:
"Syntia, você não é de todo inútil, ao menos você serve de mau exemplo".
E eu completo:
"E também sirvo para ser detestada!.."

Tenho ficado orgulhosa disso.... porque tem gente que nem pra isso serve!

      * * * 
 
E um beijo pra minha mãe Yemonjá, que hoje é reverenciada em parte do Brasil. 
Quem tem mãe d'água tem tudo!