Mostrando postagens com marcador filosofia barata. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filosofia barata. Mostrar todas as postagens

Eu desejo...

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Que em 2010 morram menos Pina Bauschs, menos Levis-Stauss, menos Michael Jacksons e porque não, menos Clodovils?!
(Bem que podia aparece um Robin Wood pra tirar dos políticos corruptos pra dar pros pobres).

Que o mundo respire um ar menos poluído, que faça menos calor no inverno, menos frio no verão e que não apareça nenhuma gripe animal. Espero também que as águas matem as sedes, mas que não afoguem.

Que os golpes de estado, ataques terroristas e aviões façam menos vitimas (gente que certamente faz falta pra muita gente).

Que alguns ganhem - E USEM - espelho e óleo de peroba. E que outros simplesmente tomem chá-de-sumiço.
Fiquem a vontade os que chegaram. Bem vindos aqueles que voltaram. Adeus aos que se foram (no, je ne regrette rien).

Que em 2010 eu possa fazer pelo menos uma viagem foda (foram tantas neste ano!...)
Que eu ame tanto quanto amei, mas como nem sempre é possível amar o próximo, "um pouco de raiva não me fará mal. Há frutos que apodrecem por excesso de doçura" (Fabricio Carpijenar).

Que eu termine - ARRASANDO - meu doutorado, que não falte ração no potinho do Iago e que os atabaques não cessem.

E que na missa do Galo de 2010 a mulher que derrubou o papa siga os passos de Jesus: mate o Papa e salve a humanindade de um dos seus males.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Estou de volta....
De volta às coisas boas e ruins. Mas parece que o foco de luz está mirando só as ruins... Paciência!

É preciso ter paciência com a vida, com as pessoas e comigo mesma.
Sei que vou me acostumar, como sempre. E no final vou até achar legal... mas com certeza nunca mais vou me esquecer de nada, de nenhum minuto, de nenhuma risada, de nenhuma lágrima.
Todas as pessoas estarão sempre comigo, mesmo aquelas que eu nunca soube o nome, mas que fizeram toda a diferença.
Tanta coisa mudou....

Paciência com a nova vida cheia de coisas velhas.
Paciência com o tempo que tarda a passar.
Paciência com minha bagunça interior e exterior....
paciência com meu cachorro.

Mas sei que nada será como antes.... sei que eu não sou como antes.... voltei pra mesma vida, mas a encontrei totalmente fora de lugar. E eu já não sei mais onde eu quero estar.
Não sabia mais qual era minha gaveta de calcinhas!!!!!

Falando baixo, falando pouco (com algumas exceções), olhando muito, sorrindo muito, poucas risadas e escassas lágrimas. Nunca adiantou chorar... nenhum choro me poupou. Parece que não preciso mais dele. A vontade vem como um espasmo, breve e forte!

E pra quê fórmulas da juventude se me sinto mais velha? 7 anos em 7 meses.
Os trinta anos chegaram. E eu não os nego. E eu digo "sim" a tudo isso!

Lennon x Guimarães

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A vida é aquilo que nos acontece enquanto estamos ocupados fazendo planos, disse o Seu Lennon.
Tá, pode ser... pode ser que a vida precise de um pouco mais de impulso, ação e menos reflexão. Mas e os planos que se concretizam e nos fazem feliz?
Há pequenos planos que enchem a vida de vida... planejar um bate-volta pra praia, no meio da semana. Planejar ir ao cabeleireiro... planejar passear com o cachorro no final da tarde. Planejar ligar pro amigo com quem não falamos há anos, planejar almoçar com a família de domingo.

Também faz parte da vida o trabalho.... o trabalho árduo, que dá frutos depois de muito suor. Faz parte da vida o cansaço, físico e mental. O tédio, que nos faz fazer planos para escapar do próprio! Os planos fazem com que valorizemos o que acontece de forma inesperada, conhecer pessoas de maneira absurda, rir de situações surreais...

Seu Lennon até pode ter razão, mas prefiro pensar como o Seu Guimarães, que a felicidade se acha em horinhas de descuido. Não importa o que você esteja fazendo, quando menos esperar, a felicidade pode te pegar de surpresa. Na cor do pôr do Sol - mesmo que você esteja no trânsito de SP. Na voz do amado, ao telefone, no primeiro segundo da sua manhã. No cheiro de mar... de grama molhada... de fogão à lenha. Na música que traz lembranças boas. Gargalhadas.

Viver é simples... e é bom viver feliz.

Mantra Zaratustra

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Em meio a tantos Lorcas me deparei ontem com a Lei do Karma e o Budismo.

O budismo tem coisas fascinantes e creio que a tentativa de controlar a lei do Karma no dia a dia elevaria a qualidade não só dos budistas...

Karma significa ação. Literalmente, algo “que inicia um movimento em algum tempo no passado” tem um efeito em algum outro tempo.

Quando as pessoas falam de Karma, pensa-se que karma é um veículo de escape assumindo todas as características de uma crença em predestinação, ou destino. Este não é o significado correto de Karma.

A lei do Karma nos ensina que certos tipos de ação nos leva inevitavelmente à resultados similares. Se fazemos algo beneficente, cedo ou tarde obteremos um resultado beneficente, e se fazemos algo danoso nós inevitavelmente obteremos um resultado danoso...
Assim, a lei do Karma prega que a responsabilidade para as ações incorretas nasce da pessoa que os comete, e isso nada tem a ver com reencarnação.

O karma é frequentemente pintado como algo negativo ou ruim, mas pode ser algo positivo. Na verdade, o karma é neutro. Karma é um constante equilíbrio de forças entre nós mesmos e o mundo em que vivemos.

O karma é uma ação intencional, deliberada e voluntária!

Embora o Budismo enfatize o Karma, ele rejeita o destino. Isso significa que cada pessoa é responsável para criar novas situações em vez de lidar com o "velho karma" de outras vidas - ou do passado ou do seu destino.

Como eu não sou budista, resumo com as minhas palavras: PÁRE DE JOGAR A CULPA NO OUTRO! Seja lá esse outro o vizinho, o chefe, Deus ou o destino.

Ou, em um ataque nietzscheneano, eu completo: praticar a lei do Karma é ter um pouco da ética do guerreiro, agir e reagir à vida sendo consciente dos seus atos.